terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Marcos da Política Nacional de Juventude

O papel da juventude é cada vez mais reconhecido como de fundamental importância ao processo de desenvolvimento de qualquer país do mundo. A Organização das Nações Unidas deu exemplo disso ao eleger o ano de 2010 como o Ano Internacional da Juventude, com o objetivo de encorajar o diálogo e a compreensão entre gerações e estimular os jovens a promover o progresso com ênfase nas Metas do Desenvolvimento do Milênio. Para mostrar os avanços da agenda juvenil, no Brasil e no mundo, relacionamos alguns fatos que marcaram a Política Nacional de Juventude desde a sua criação, em 2005.


2005 – Lançamento do Projovem
2007 – Lançamento do Projovem Integrado
2007 – Brasil sedia 1ª Reunião Especializada da Juventude do Mercosul no RJ
2008 – 1ª Conferência Nacional de Juventude
2008 – 1º Pacto pela Juventude
2008 – Brasil sedia 4ª sessão da Reunião Especializada da Juventude do Mercosul
2009 – Brasil sedia 2º Encontro de Parlamentares Ibero-Americanos de Juventude
2010 – Brasil assume presidência da Reunião Especializada da Juventude do Mercosul – REJ
2010 – 2º Pacto pela Juventude
2010 – Aprovada a PEC da Juventude
2010 – Ano Internacional da Juventude
2010 – Brasil sedia Pré-Conferência das Américas e Caribe
2010 – 1ª Conferência Mundial de Juventude realizada no México
2010 – 1ª Mostra do Projovem Urbano
2010 – Brasil passa a integrar a OIJ
2010 - Brasil assume vice-presidência da OIJ na 15ª Conferência Ibero-Americana de Ministros e Responsáveis de Juventude
2011 - Encontro de Alto Nível da ONU sobre a Juventude em Nova Iorque
2011 - Aprovação do Estatuto da Juventude pela Câmara Federal
2011 - 2ª Conferência Nacional de Juventude

Infância de Mestre Pastinha é contada em livro ilustrado


Dayanne Sousa
"Menino, você é muito mirradinho... Venha cá que vou lhe ensinar uma coisa que é pra ninguém mais mexer com você". O convite do velho Benedito, antigo escravo, mudou o rumo da vida do encrenqueiro Pastinha, menino criado no Pelourinho e que se tornaria Mestre de capoeira, figura histórica da Bahia.

Quem conta a história é o jornalista José de Jesus Barreto. Pesquisador da vida do capoeirista Vicente Joaquim Ferreira Pastinha, que ele agora traduz em conto infantil. Barreto acaba de lançar Pastinha: O menino que virou Mestre de capoeira, obra que dá destaque aos episódios de Pastinha quando criança e conta com ilustrações de Cau Gomes.

"Pastinha é uma figura mítica, que eu colocaria ao lado de Dorival Caymmi, Jorge Amado e Carybé", comenta Barreto. "Além de ser um grande capoeirista, Pastinha era super inteligente, bem preparado, era um pensador mesmo".

O jornalista conta que passou a pesquisar a vida do Mestre porque não havia livros que preservassem essa história. Teve também um incentivo pessoal:
- Conheci Pastinha, cheguei a dar umas pernadas - conta.

O livro se inspira numa entrevista que pastinha concedeu em 1967 à extinta revista Realidade. Ali, ele conta como foi formado na capoeira pelo velho Bendito ainda criança até chegar a fundar a primeira escola de capoeira Angola da Bahia.

Barreto explica que, na juventude de Pastinha, a capoeira baiana era marcada pela figura de Bimba. "Diferentemente de Pastinha, Bimba defendia uma capoeira mais competitiva, mais ligada ao esporte", comenta o autor. "Os angolanos viram em Pastinha uma voz para divulgar a capoeira como ela era originalmente".

Nas palavras de Pastinha, capoeira é "mandinga de escravo em ânsia de liberdade". Falar desta história é, para Barret, uma forma de reafirmar a identidade negra que compõe a Bahia. "Hoje estamos muito preocupados com esse negócio de mexer a bundinha, com esse axé comercial", critica. "É uma parte de nossa formação que estamos perdendo".

"Pastinha - O menino que virou Mestre de capoeira"
Autores: José de Jesus Barreto e Cau Gomez
Solisluna Editora
Preço: R$35,00

Terra Magazine

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Você sabe como contratar um bom funcionário?

Saiba quais os pontos que devem ser abordados em uma entrevista e como você pode descobrir mais coisas sobre os candidatos

A revista Entrepreneur deu dicas para quem quer contratar um bom funcionário para uma empresa, seja ela de pequeno ou grande porte. Segundo a publicação, existem três questões essenciais quando você está prestes a contratar um funcionário: ele pode fazer o trabalho? Ele fará o trabalho? Ele irá se ajustar à cultura organizacional da empresa?

De acordo com a revista, é importante se lembrar de que você é um expert no assunto e, especialmente, na sua empresa. Por isso, você deve perguntar exemplos de trabalhos já realizados, dar aos candidatos desafios hipotéticos e prestar o máximo de atenção em como eles resolvem problemas. Outra dica é dar pequenas tarefas a serem realizadas durante as entrevistas. É possível até pedir que eles completem um projeto, por exemplo.

Já se você vai contratar alguém que não tem nada a ver com a sua área, o ideal é ter em mente o que você espera que este profissional execute. Se você é um publicitário e precisa contratar um programador para desenvolver um aplicativo, esboce o app e conte para o candidato como você quer que ele seja. Então, pergunte para o possível funcionário como ele desenvolveria sua aplicação. Faça anotações e use as ideias deste primeiro concorrente para desafiar os demais.

Assim que você entrevistar diversas pessoas, será fácil de compreender as metodologias existentes para a criação do aplicativo e, mais ainda, qual é a pessoa ideal para realizar este trabalho.

Um ponto que se deve considerar sempre é se o candidato terá motivação para exercer a função. Então, não se esqueça de questionar: quão comprometido ele é? Por que ele está animado para trabalhar aqui? Para isso, é necessário fazer perguntas que expressem seus gostos e desgostos, além de coisas que eles são apaixonados e coisas que não fariam de jeito nenhum. Criar situações hipotéticas para descobrir a ética e honestidade do candidato também é essencial.

Fora isso, durante a entrevista, é bom saber quais são os sonhos e aspirações profissionais da pessoa. Questione ainda o que a palavra “sucesso” significa para ele e peça para que o candidato se coloque no lugar de algum executivo importante, como o presidente executivo do Google, por exemplo. Pergunte quais atitudes ele tomaria em certas situações e o que ele mudaria na empresa para torná-la ainda melhor.

De acordo com a publicação, em cerca de 60 minutos de entrevista é possível conhecer bastante o convidado e ter uma boa noção se esta pessoa vai se encaixar para a vaga em questão.

Gostou das dicas? Se você tem alguma tática na hora da contratação, conte para nós nos comentários abaixo. E se você está do outro lado da história, leiaaqui uma matéria que dá dicas de como buscar empregos nas redes sociais.

Que tal usar um cinto capaz de atualizar suas redes sociais favoritas?

Dispositivo permite a postagem de mensagens no Facebook e Twitter ao aproximar o acessório a vários chips espalhados pela cidade

Você, que gosta de redes sociais como Twitter e Facebook, certamente se acostumou a acessá-las pelo seu smartphone, computador, tablet e outros dispositivos.

Mas já pensou em trocar esses aparelhos por um... cinto? Pois essa é a proposta da empresa norte-americana Deeplocal, que decidiu criar um cinto com tecnologia NFC (Near-field Communication) capaz de postar mensagens e adicionar pessoas no seu perfil do Facebook e Twitter, e até fazer check-in no Foursquare apenas com sua aproximação.

De acordo com o site Technabob, o produto, chamado LikeBelt, é composto por uma fivela, uma antena NFC acoplada e um smartphone Android, também com tecnologia NFC, permitindo que você atualize suas redes sociais favoritas através da aproximação em chips programados e espalhados por diversos locais da cidade, incluindo lojas, empresas e até mesmo em pessoas que desejam curtir algum tipo de conteúdo.

Através de um aplicativo personalizado para sistemas Android que decodifica os dados e ações do indivíduo, a antena se conecta diretamente ao celular, fazendo com que, ao se aproximar de um chip, a informação seja enviada para o seu aparelho móvel, e então postada no Facebook, Twitter ou Foursquare.

O cinto poderá ser facilmente utilizado por qualquer pessoa, mas talvez pode gerar um certo desconforto para os mais tímidos, já que, para curtir, compartilhar, acessar, e interagir com os sites, será necessário aproximar o acessório com um gesto engraçado, como se estivesse fazendo uma dancinha.

Mesmo com um conceito divertido e inovador, a Deeplocal não tem planos de vender o LikeBelt como um produto final. Contudo, a ideia pode ser facilmente reinventada de forma mais discreta, e claro, útil, já que as redes sociais têm invadido o mundo real.

Abaixo você assiste ao vídeo que mostra o funcionamento do dispositivo. A pergunta, agora, é: você usaria um desses?



Carreira em web: só fica offline quem quer

É preciso pessoal qualificado para cuidar das várias profissões que surgiram com o crescimento da internet.


* Marcelo Loschiavo

Você nem mesmo terminou de ler o título deste artigo e cinco novos blogs foram criados em alguma parte do planeta. Isso mesmo: no mundo virtual, nasce um blog por segundo. No total, estima-se que passou do trilhão o número de sites de internet e até 2012 seremos 2 bilhões de internautas. Esses dados ilustram a velocidade com que a Internet passou a fazer parte e modificou nossas vidas e o próprio mercado de trabalho.

Uma revolução que começou no Brasil há menos de 20 anos e ajudou a criar hábitos, culturas, tecnologias, formas de comunicação e expressão, tendências, necessidades e até profissões. Só para programadores de softwares e desenvolvedores há mais de 70 mil vagas no País e a estimativa é que esse número triplique até 2013.

É preciso pessoal qualificado para cuidar dos lay-outs, da navegabilidade e do conteúdo de todas as páginas de internet, blogs e mídias sociais. Tanto que é inconcebível nos dias de hoje que um site criado há dois, três anos continue igual, sem alteração no seu projeto. Nesse período, mudaram a linguagem de programação, a navegabilidade e a própria forma de o internauta se relacionar com a internet. Enquanto escrevo, novas tecnologias estão sendo desenvolvidas e as que já existem, aperfeiçoadas.

A capacidade de adaptação e a criatividade são alguns dos requisitos para fazer carreira na área. Sem contar a agilidade para acompanhar as ondas que vêm e vão. Hoje vivemos a Web 2.0, amanhã o que vai ser? O Orkut no Brasil foi um fenômeno mundial. Hoje todo mundo quer "curtir" no Facebook. A necessidade de estar sempre atento e atualizado reflete na corrida porcursos, palestras e workshops para tentar antecipar as tendências.

Isso porque em web não existe o "clínico geral". O primeiro passo para tornar-se atraente neste mercado é definir uma área de especialização. Os experts são disputados a peso de ouro. Os salários em web podem começar em R$ 2 mil para estagiários e chegam rápido aos dois dígitos, dependendo do nível de conhecimento do profissional.

Entre as quatro principais profissões do segmento de web atualmente, podemos destacar duas mais conhecidas, como webdesigner e programador ou desenvolvedor. Há ainda o estrategista de conteúdo, que é responsável por maximizar o impacto da comunicação na web, de acordo com o objetivo, e tem uma visão geral, que envolve pesquisa, estratégia editorial, gestão, produção e otimização de conteúdo, além da avaliação de resultados.

A que deve ter uma das maiores demandas é também a mais recente. O analista de mídias sociais surgiu para suprir a necessidade das empresas de se expressarem no mundo virtual por meio das redes sociais, como Twitter, Facebook e YouTube. Sua função é produzir conteúdo e fazer a interface entre a empresa e o cliente.

Muitas empresas já vivem essa realidade. A maioria, porém, não se mexe por receio de abrir o canal e receber reclamações. Parafraseando o inventor norte-americano Benjamin Franklin, que disse que as únicas duas certezas na vida são a morte e os impostos, eu incluiria a terceira: reclamações de consumidores. Saiba que elas virão, independentemente de os canais virtuais existirem ou não.

Há nas redes sociais muitos casos de clientes insatisfeitos ignorados pelos fornecedores, que expuseram seu problema na rede, na forma de vídeos no YouTube, perfis no Twitter ou blogs, criando um movimento negativo gigantesco. Se as companhias tivessem o canal aberto e bem administrado, teriam interagido com o cliente antes de o estrago ser feito. Hoje quem fala na internet grita para multidões.

Abrir esse canal, mantê-lo vivo e dinâmico, tornou-se estratégico, porque ele divulga e vende o produto, tira dúvidas, interage com os consumidores e protege a empresa, com uma característica que vira um diferencial na conquista e fidelização do cliente: a transparência. As empresas não podem mais ignorar a força da internet, o que criará milhares de oportunidades de trabalho.
E você, vai correr o risco de ficar offline?

* Marcelo Loschiavo é sócio-diretor do DRC Treinamentos

Inscrições para Simpósio sobre Juventude Brasileira estão abertas

Pernambuco será o centro das discussões sobre a juventude brasileira no segundo semestre desse ano. O V Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira – JUBRA reunirá pesquisadores de diversas partes do mundo nos dias 4 a 6 de setembro, no campus da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife.

O JUBRA discutirá sobre pesquisas, programas e projetos sociais que envolvam a juventude. O objetivo central do encontro é consolidar o JUBRA como rede plural, interinstitucional e interdisciplinar com a finalidade de potencializar a produção acadêmica e social sobre juventudes.

Alguns dos outros objetivos do JUBRA são: Criar espaços de debates em conexão com os diversos grupos e movimentos sociais dedicados às questões da juventude; dar visibilidade das questões das juventudes contemporâneas; e contribuir para o fomento de políticas públicas para a juventude.
Serão três dias de conferências, rodas de diálogo, mesas redondas, simpósios temáticos e posters. As inscrições – com taxas de investimento a partir de R$100 – já podem ser feitas através da internet na página do evento:http://www.unicap.br/jubra/

com informações do JUBRA


MEC quer tablets, mas laptops chegaram apenas a 2% dos alunos

Quando o computador chegou às escolas, no final da década de 80, ficava restrito às atividades administrativas. O equipamento começou a ser inserido no cotidiano dos alunos por meio dos antigos laboratórios de informática, ainda sem acesso à internet. Hoje, em plena era digital, a promessa é que, em pouco tempo, os tablets estejam nas mãos dos alunos disputando espaço com o quadro negro, livros e cadernos. Para isso, o Ministério da Educação (MEC) vai lançar este ano um edital para que as redes de ensino possam adquirir o equipamento a custo mais baixo, como fez com os laptops do programa Um Computador por Aluno (UCA).

"Estamos definindo as características do aparelho, vai depender muito inclusive do custo. Não soltamos ainda o edital porque precisa ter uma definição clara dos pré-requisitos do equipamento. Tem que ter acessibilidade, ser resistente e rodar qualquer conteúdo", explica Sérgio Gotti, diretor de Formulação de Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC.

Atualmente, cerca de 500 escolas do País contam com os laptops educacionais do UCA. O MEC calcula que 574 mil equipamentos foram adquiridos por meio do pregão do UCA, seja pelo próprio governo federal ou por prefeituras e governos estaduais - o número inclui máquinas que já foram solicitadas e estão a caminho das escolas. Considerando o total de matrículas na rede pública nos ensinos fundamental e médio, o número de estudantes que têm um computador em mãos hoje dentro da sala de aula representa menos de 2% das matrículas - se cada máquina estiver sendo utilizada individualmente, como previa o projeto original. Segundo Gotti, a intenção nunca foi universalizar o programa e levar os laptops a todos os alunos. O ministério defende que os tablets não virão para substituir os laptops, mas complementar as tecnologias existentes nas escolas.

"As políticas na verdade se complementam e a gente espera universalizar a tecnologia unindo os tablets, os laptops e os computadores de mesa. As tecnologias se somam e a gente trabalha com as alternativas disponíveis dentro da melhor realidade de cada ambiente", explica o diretor do MEC.

O UCA começou a ser pensado em 2005, mas demorou a sair do papel, e as máquinas só chegaram aos estudantes em 2009. Os primeiros computadores foram distribuídos pelo MEC para alguns municípios e na segunda fase as próprias prefeituras adquiriram os aparelhos por meio de um edital organizado pelo governo que reduziu os custos. O governo ainda não decidiu se irá comprar parte dos tablets com recursos próprios e distribuir para as redes de ensino consideradas prioritários pelo baixo desempenho nas avaliações, como ocorreu com o UCA. Mas o edital para que as prefeituras e os governos estaduais possam comprar os equipamentos se tiverem interesse já está sendo produzido.

Às vésperas da chegada de uma nova tecnologia nas salas de aula das escolas brasileiras, ainda não há uma avaliação oficial dos resultados alcançados pelo UCA em termos de melhoria da qualidade do aprendizado. A percepção nas redes de ensino é que o equipamento desperta grande interesse nos alunos e dá mais motivação, diz Gotti.

"A Universidade Federal do Ceará (UFC) está fazendo esse trabalho de avaliação do UCA, mas não há resultados ainda porque faz pouco tempo que os laptops estão em uso. Mas em geral tem-se constatado que há muito interesse por parte dos alunos no uso do computador em sala de aula que foge daquele modelo tradicional do laboratório de informática. Ele traz um ganho em termos de curiosidade desse aluno que podepesquisar e entender melhor os conteúdos", explica.

Neste ano, o MEC divulga o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, indicador que mede a qualidade do ensino oferecido pelas escolas do País e é calculado a cada dois anos. Com esses dados será possível comparar se houve melhoria no desempenho das escolas que receberam os laptops entre 2009 e 2011.