sábado, 10 de dezembro de 2011

Uma outra Juventude é possível


O Estado do Rio de Janeiro é um lugar onde se respira política e grande parte das ações implementadas na região fazem parte das lutas e da defesa de nossos jovens por mudanças, somos contra o mau uso do dinheiro público e a favor do combate a corrupção, um câncer em nosso país. Sabemos que o movimento pela elaboração e defesa de políticas públicas para a juventude não é nova, e já registrou grandes momentos de intervenção no rumo de nossa nação. Sempre que provocados, milhares de jovens exercem o seu papel de cidadão, ocupando parlamentos, universidades, levando suas criticas as ruas através de mobilizações pacificas e humoradas. A cidade do Rio de Janeiro receberá nos próximos anos, dois dos maiores eventos esportivos do mundo, e, com eles, grandes quantias em dinheiro para “transformar e limpar” possivelmente boa parte dos seus problemas como: transporte, segurança, lazer, cultura. 

Em busca de um local habitável para “Inglês” ver, observamos uma política de segurança pública voltada para este fim. Diante desta e outras realidades, mais, uma vez a Baixada Fluminense e algumas cidades do Grande Rio e do interior, estão recebendo uma herança maldita – agora são os egressos das áreas ocupadas pelas UPP´S (Unidade de Policia Pacificadora) na cidade do Rio que estão invadindo nossas cidades e iniciando um processo de aliciamento dos nossos jovens, impondo terror e medo na região já aterrorizada pelo descaso e o desgoverno estadual ano após ano. 

Ha cerca de três anos a juventude de Duque de Caxias resolveu apostar na construção de uma agenda para ampliar o debate sobre a juventude. Diante desta iniciativa, conseguimos arrancar a criação da Superintendência Municipal de Juventude, que entre outras ações destacamos: a organização da 1ª Conferência Municipal de Juventude para mais de 500 jovens, a indicação da Criação do Conselho Municipal de Juventude pelo poder executivo, o protagonismo junto aos jovens reunidos na II Conferência Estadual da Juventude no Rio de Janeiro, local perfeito para sinergia na busca por outro modelo de organização da Juventude no estado do Rio de Janeiro. 

Diante do abandono a milhares de Jovens da Baixada Fluminense e região que ajudam a construir a riqueza do nosso estado, manifestamos nossa indignação com esta política censitária, que continua priorizando a capital e fechando os olhos para as demais áreas que necessitam de atendimento digno e em alguns casos até mesmo de condições básicas para se manter vivo. Não temos água, nosso transporte e um dos mais caros do país limitando o direito de ir e vir, e as oportunidades de qualificação são quase sempre para atividades de baixa remuneração e valor social. 

Entendemos que, a ampliação e execução de projetos na esfera federal, voltados para a juventude na Baixada Fluminense e demais regiões são essenciais para desenvolver as políticas públicas de juventude da qual somos alijados constantemente. Só assim, poderemos modificar a realidade vigente e promover a igualdade de oportunidades com elevação da auto-estima em nossos jovens na busca por uma sociedade mais justa, livre e democrática no Rio de Janeiro. 

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Videogame da Microsoft ajuda pacientes de Alzheimer

Exercícios de fisioterapia tornam-se bem mais divertidos e desafiantes para doentes.

Ter uma sala de reabilitação em casa, sem deslocar móveis ou aparelhos de grandes dimensões. Isto é o que promete uma nova tecnologia desenvolvida pela Microsoft. Médicos estão se valendo de um aparelho semelhante a um player de videogame para ajudar doentes a fazer exercícios de fisioterapia. Um paciente que teve Alzheimer diagnosticado há um ano a esclerose múltipla colaborou nos testes da nova tecnologia e aprovou: trata-se de um console que não precisa de cabos ou controles e de um jogo específico que melhora, quase sem o paciente perceber, a força, o equilíbrio e, igualmente importante, a confiança do paciente.

A tecnologia usada é chamada de Kinect. É baseada em um sensor de movimento, que controla o corpo inteiro. Os benefícios para os pacientes tem sido tantos que equipes de médicos estão investigando a possibilidade de usar a tecnologia para a prática clínica. O estudo clínico está sendo feito pelos professores Rosa Maria Gutierrez e Roberto Cano da Universidade Rey Juan Carlos e por arquitetos do programa universitário de reabilitação para pacientes com esclerose múltipla. Allzheimer é doença é crônica e degenerativa. Distúrbios de equilíbrio e de controle postural são sintomas comuns desta doença, que afeta a qualidade de vida.

_ Olhamos para o que foram os tratamentos até agora aplicados a esses pacientes e descobrimos que os videogames poderiam ser muito úteis, pois eles se adaptam ao ambiente do paciente, são adaptados para sua própria casa _ explicou Roberto Cano, em entrevista ao jornal espanhol "El Mundo" _ Nós testamos 50 pacientes do Hospital Clinico San Carlos, em Madrid e a avaliação tem sido muito positiva. Todos dizem que graças aos jogos escolhidos, aumentando gradualmente em dificuldade, os pacientes aguentam mais tempo em pé, ficam mais relaxados para sair de casa e são capazes de pular ou de esquivar-se de obstáculos, coisas que não faziam antes.

Pacientes dizem que há enormes benefícios no programa, que equivale a ter um fisioterapeuta em casa, além de poder compartilhar a terapia com amigos. Os custos do tratamento também diminuem: é possível fazer exercícios em casa. No entanto, os especialistas alertam que o programa não é um substituto para a terapia padrão, apenas acrescentar mais uma ferramenta.

O mesmo conceito é usado no Instituto Valenciano de Neurorehabilitation (FIVAN) para pacientes neurológicos.

_ Nós aplicamos novas tecnologias para o tratamento de pessoas com lesão cerebral adquirida e outras patologias neurológicas _ confirma Pablo Gagliardo, diretor de tecnologia FIVAN. _Nós nos concentramos na parte motor e de reabilitação cognitiva. Uma das coisas mais difíceis para o paciente engajar-se na terapia é o aspecto motivacional. Este projecto é todo divertimento e aumenta muito a participação e a eficácia do terapeuta. Danos cerebrais em dois pacientes não são iguais, de modo que médicos, engenheiros, fisioterapeutas, etc, devem trabalhar de perto e de forma colaborativa para fazer terapias personalizadas.

Estima-se que haja na Espanha há mais de 300 mil pessoas com mais de 65 anos que têm Alzheimer, também podem permanecer ativas com esta tecnologia. Um ensaio clínico promovido pela Associação dos Doentes de Alzheimer envolveu 90 pessoas de mais de 90 anos, que passaram nove meses usando Kinect. A maioria viu que era mais fácil e mais eficaz exercício através de sessões de ludoterapia no ginásio. Para os pacientes as sessões de fisioterapia foram mais divertidas.